sábado, 16 de outubro de 2010

Momento Arte Parte I- Música

Uma das coisas que amo é falar sobre o artístico, isso é fato!
Quem me conhece sabe que sou uma profunda admiradora desse mundo chamado artes: cinema, música, teatro, poemas, prosas, culturas, comunicação...
Parafraseando o comercial da McDonalds, eu "amo muito tudo isso!"
Também pudera, nasci na geração 80, herdei de meus pais o gosto por músicas boas: de mainha, o gosto do nordestino forró pé-de-serra, de painho, o samba de raiz que embalava os dias do proletariado paulistano, além do mais, dormia ouvindo música clássica. Fui criança e como tal amei Xuxa e o Balão Mágico fazia tudo ficar divertido e superfantástico, ah! quantas vezes queria embarcar nesse balão!
Vem a adolescência e, com ela os gostos musicais. O novo juntando ao velho: vem o rock pesadão, o romantismo exagerado, o dance dançante e claro, grande influência da música evangélica (que hoje ganhou status no mercado e chama Gospel).
Vem a década de 20 para mim, e com ela a paixão por músicas da décadas de 20 à 50 do século passado. Curtindo as músicas que embalavam a juventude da Laura que imagino eu, tinha cabelos curtos e negros, usava salto, rouge, batom vermelho, roupas cheias de cores e babados, saias que não ultrapassavam o joelho enfim, uma mistura da inocência das vestes com a loucura da época que a mulher começou a galgar seus primeiros passos de destaque no cenário nacional de todas as formas.
A verdade era que a neta tirou do baú imaginário da avó todas as memórias musicais que estavam empoeiradas e as colocou no seu mp4.
Aliás o meu mp4 corre o mundo: a Europa, a Ásia, a África, a Oceania e a América estão representadas de alguma forma. É a união do antigo e do atual, de culturas, raças e religiões, ainda serei mais ousada: Obama, Lula e Ban Ki-moon que me permita falar,
"Mais democrático que meu mp4, nem a ONU!"

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Na noite passada eu fui te visitar

Era 2 da manhã.
Tinha terminado meus trabalhos noturnos: Lido um livro sobre cultura popular e feito um resumo dele, costume esse que tenho desde os 10 anos. Tabira dormira profundamente, até mesmo Sansão, meu companheiro de aventuras fonéticas não tinha resistido e acabou caindo exausto em meus pés. Guardei todos os trabalhos feitos na noite, o livro que ficara pintado de amarelo fluorescente. deixei o meu quarto e, como fantasma que flutua sem fazer o mínimo de barulho, fui até a cozinha, abri a geladeira, peguei a caixinha de leite geladinho e despejei num copo azul enorme. Tomei tudo em questão de segundos. Com o copo na mão e escorada na cadeira preta da cozinha, passei a meditar em tudo que tivera ocorrido naquele dia: o trabalho, as vendas de mamãe, o apelo emocional que meu irmão faz toda vez que quer algo de sua irmãe... Mas a principal cena do dia estava guardada para mim à noite, precisamente ao final dela: os olhares, a cor, a voz preciosa do anjo cujo argumentos me fascinam cada dia. Sorri, senti-me iluminada, radiante. Dirigi-me ao quarto com aquele olhar marcado em minha mente e aquela voz tão calma e gostosa em meu ouvido. Adormeci.
Comecei a visualizar um corredor, cautelosa, andei vagarosamente sobre ele. Me deparei com uma porta de madeira entreaberta. A medida que abria a porta, a escuridão era expulsa e dava passagem para a luz do corredor. Entre livros e a televisão ainda ligada, o perfume inebriante daquele lugar me confirmava que estava no território, do meu anjo. Olho para esquerda e vejo o anjo: de vermelho, dormindo profundamente. O fantasma que há em mim novamente flutua, levando-me mais para perto. Temo acordá-lo. Sento-me ao seu lado e começo a tocar levemente seus cabelos cor de prata, seu perfume deixa-me cada vez mais à vontade, me convida a deitar-me ao seu lado e não mais sair dele.
Talvez ele despertaria e, assustado, perguntaria o que eu estava fazendo em seu quarto. Talvez agiria tal qual o personagem principal do meu romance de cabeceira. Talvez nem me visse, pois aquilo era apenas projeção da minha cabeça cheia de sonhos, desejos, metas e realizações. Resolvi deixá-lo antes que o dia amanhecesse. Beijei sua testa demoradamente, cobri ele com o edredon assim como as mães fazem com os filhos pequenos e caminhei cuidadosamente até a porta, que fechei vagarosamente. Caminhei até a extremidade do corredor, onde ao longe já visualizava a minha cama forrada com uma colcha vinho de cetim, e chegando até ela, adormeci ou pelo menos, dei continuidade ao sonho.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Momento melancolia

Às vezes,
A vida é difícil
é como escalar
um edifício...

Às vezes,
ninguém te compreende
é como não ter
uma mão que se estende

Às vezes,
o amor é doloroso
é como tirar
do corpo, o vistoso

Às vezes
as amizades se esvaem
é como os dentes
que o dentista subtraem

Às vezes
se pensa em sumir
é como voar
sem ter pra onde ir

Mas o amanhã vem
a vida fica melhor
aí você consegue
encarar tudo só

Mas o amanhã vem
as pessoas te entendem
aí você consegue
ver a mão que se estende

Mas o amanhã vem
o amor fica saboroso
aí você degusta
um chocolate gostoso

Mas o amanhã vem
os amigos aparecem
aí você seleciona:
só os fiéis permanecem

Mas o amanhã vem
sumir não é mais necessário
aí você percebe
o valor de um abraço.

às vezes é necessário entedermos que o amanhã sempre vem!

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Modelos de roupas anos 70- fique à vontade!


Descomplica aê- Aula da Saudade jornalismo 2010.2 FIP








Olá pessoas!

Estou aqui mais uma vez descomplicando a nossas vidas... E hoje de uma forma bem especial: Após 4 anos de amores e ódios na facul, estamos concluindo o Curso de Jornalismo!

Ah eu amo a Turma!!!
Como vou sentir saudades de todas as coisas toscas, loucas, tresloucadas, inteligentes, belas, nostálgicas que fizemos. As noites que passei no calor de Duck City para fazer nossos trabalhos, e por aí vai...

Mas o momento não é de tristeza, sim de alegria (afinal falta 60 dias para sermos jornalistas de fato e direito), e de correria pra dar conta do TCC.

O fato é: bateram o martelo sobre a Aula da Saudade. E o tema escolhido pela Turma "Éramos 55, hoje somos 18" foi: Dancing Days, claro, porque nossa festa vale tudooooo!

Mas vamos descomplicar por partes:

I- Que é Dancing Days?

Foi uma novela brasileira exibida na Rede Globo entre 1978 e 1979, escrita por Gilberto Braga e dirigida por Daniel Filho.

Tá aí a abertura da novela (direto do youtube):




Tá ok, é produto da Globo. Mas e a moda?

Psicodelismo, Black Power, paz e amor: essas eram as principais frases ou tags da moda setentista. Misturava o básico americano do jeans e camiseta com o exótico das culturas mundiais. Os Hippies (tá ligado!), foram os principais ícones da moda setentista que, nos dois últimos anos, foi impulsionada pela cor e brilho da era disco (Embalos de Sábado à noite?), dando passagem para a era 80 (minha era e era de um bando de colega meu da facul, heheheheh).

Firmeza Mano, e o que eu visto, ladyrafa?

A moda deixa de ser formal: As roupas ganham ares psicodélicos inspirados dos ídolos musicais da época (Jimmy Hendrix e Janis Joplin, sacas). Mas como agente é do tempo de Cazuza, Xuxa e a Turma do Balão Mágico, segue aí algumas informações:


  • Calças boca de sino enormes.

  • Tachinhas, bordados, brilhos

  • Camurças com Franjas

  • Muita cor

  • A teoria do nada a ver: todas as cores juntas e misturadas

  • Colares de contas, miçangas, penduricalhos, penas.

  • saias Longas (adoro), túnicas, estilos ciganos e indianos (mistura de La Gitana com arê baba!)

  • Muita cintura baixa (não dá pra quem tem barriguinha saliente)

  • sapatos, cores, botas, cores, plataforma e... mais cores.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Política.

É sempre assim:
A cada 2 anos, vamos lá nós contribuir com a democracia nacional: menino e idoso, rico e pobre, esperando a abertura da sessão, momento este um dos únicos onde observamos as pessoas no patamar de igualdade (o segundo momento é no cemitério, mas vamos deixar a reflexão pós-mortem para Brás Cubas). Todos com sua filinha na mão, doidos para mostrar o dedo cidadão.
Como uma parte de brasileiros, fui convocada para trabalhar durante as eleições, numa seção na minha terrinha chamada Tabira, tão pobre em finanças mas tão rica em cultura e afeto.É nesses momentos que fico observando as pessoas: o jeito de falar, de andar, de vestir e de cheirar. Rumores imprescindíveis para quem quer se tornar uma jornalista-antropóloga? talvez.
Após uma boa noite de sono aliados aos sons de carros que insistentemente passavam na minha rua (a cada dois anos isso acontece), acordei, me "aprifilei", e fui para a Seção.
Quando cheguei, já tinha um senhor, aparentando uns 75 anos, todo feliz com seu adesivo, diria que um homem propaganda. Sorri carismática e desejei um bom dia, e entrei para dentro da Seção.
Cheguei na Seção, começamos a arrumar a urna, etc. E esperamos dar 8 horas pra começar os trabalhos. Enquanto meus colegas de trabalho dominical falava sobre assuntos interessantes para 90% da população e extremamente fúteis para 10% da mesma (inclusive eu), eu comecei a prosear com os da fila. Mansinha, voz calma, carinhosa com todos, comecei com um "dormiram bem?" Aí o vozinho de 75 anos se vira e diz:
- Moça, estou aqui desde as 3 da manhã, não vejo a hora de votar no meu partido e ver a comemoração do resultado...
Como pode-pensei comigo mesma- um senhor de idade avançada, sem ninguém acompanhando, certamente com dores ósseas e limitações concernentes a idade, estar numa fila desde 3 horas da manhã para escolher seus candidatos. Que paixão é essa que leva as pessoas se matarem por um partido político, ou por qualquer ideologia de fundo sócio-comunista?
Minha cabeça se tornou uma pauta ambulante, e como toda pauta, repleta de perguntas...
Soluções para elas, só o tempo e a boa ação dos eleitos irá responder.
A política é assim: uma constante sabatina, na qual todos nós somos jornalistas, e ao mesmo tempo entrevistados.

Recomeço

Olá pessoas!
Depois de 3 anos, estou reativando meu blog...
Juro que vou começar a postar coisas bem interessantes, de forma descomplicada.
Até porque, vivemos numa sociedade onde o tempo vale mais que ouro, por isso, não podemos perder esses minutos-metais com questões que te leve à futilidade...
Mas, quero te levar a refletir em poucas palavras sobre indagações que afligem a humanidade (tenho experiência, até porque existe ser mais complexo que mulher?), portanto, vamos falar desde os sabores do amor até as atrocidades da política nacional. Falar de antropologia, metodologia, sociologia, e outras "gias" necessárias para nossa convivência com a sociedade de forma fácil, coerente, como o blog fala...
Descomplica!!!!!